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Komondor

O Komondor, também conhecido como "cão esfregona", é uma raça grande e poderosa, com um pelo branco extremamente distinto que se entrelaça em cordas longas, devendo ser cuidadosamente separado à mão.

Sendo uma raça desenvolvida para trabalhar de forma independente, o Komondor é altamente autossuficiente, protetor e, por vezes, teimoso. No entanto, também pode ser um cão calmo e equilibrado, tornando-se um guardião fiável e um excelente cão de vigia.

O que necessita saber
  • Cão adequando para donos experientes
  • Necessário muito treino
  • Gosta de passeios com alguma atividade
  • Gosta de dar passeios de uma hora por dia
  • Cão grande
  • Cão que se baba pouco
  • Requer tratamento do pelo diária
  • Raça hipoalergénica
  • Cão pouco vocal
  • Cão de guarda. Ladra, alerta para situações de perigo e protege fisicamente se necessário.
  • Pode precisar de treino antes de viver com outros animais
  • Pode precisar de treino antes de viver com crianças
Saúde do Komondor

O Komondor é, no geral, uma raça robusta, mas pode ser propenso a algumas condições de saúde, como:

  • Displasia da anca
  • Dilatação e torção gástrica
  • Infeções nos ouvidos
  • Problemas de estômago
  • Sensação de gás abdominal

O Komondor é geralmente uma raça bastante saudável, robusta e sem grandes problemas de saúde reconhecidos a nível de raça.

Personalidade do Komondor

Ao longo dos séculos, o Komondor foi selecionado para ser um cão de guarda extremamente protetor e desconfiado com estranhos. Mesmo os exemplares mais dóceis continuam a ser cães de grande porte, com uma força impressionante e um pelo que exige muitos cuidados para se manter limpo e sem odores.

São leais e devotos à família, mas essa proteção inata pode levá-los a reagir exageradamente a ameaças, o que pode representar desafios para os donos. Assim, esta não é uma raça adequada para quem procura um cão sociável ou de companhia, mas sim para quem deseja um guardião dedicado e estável.

História e Origens

País de Origem: Hungria

O Komondor é uma raça antiga conhecida na sua terra natal da Hungria há milhares de anos. Chegou à Hungria com os nómadas magiares, onde desempenhava a função de guardião de rebanhos. Acredita-se que possa descender do imponente Ovtcharka, outro cão pastor e protetor de gado, originário da região do Cáucaso, no sudoeste da Rússia. A pelagem distinta encordoada oferecia proteção não apenas contra o clima adverso, mas também contra os predadores mais ferozes, inclusivamente os lobos.

O Komondor é um cão que exige um dono experiente e um ambiente adequado. Adapta-se melhor a zonas rurais e a casas com poucos visitantes, uma vez que pode demorar a aceitar estranhos. Além disso, o seu pelo requer cuidados específicos que não podem ser deixados apenas a um profissional da tosquia.

Quando molhado, o pelo de um Komondor tem um cheiro intenso e pode demorar dias a secar completamente. Se tem um estilo de vida adequado, terreno e, idealmente, gado, este pode ser um cão desafiante, mas extremamente gratificante.

O Komondor precisa de cerca de uma hora de exercício diário, complementada com treino e atividades que o estimulem mentalmente, como jogos para cães. O acesso a um espaço seguro onde possa correr livremente e um jardim bem vedado são essenciais para o seu bem-estar.

Sendo um cão de grande porte, com um pelo volumoso e propenso a apanhar sujidade e água, o Komondor precisa de uma casa espaçosa e bem vedada.

Após o banho, pode demorar horas (ou até dias!) a secar completamente, pelo que é essencial ter um espaço adequado para lidar com um cão molhado e peludo. O Komondor adapta-se melhor a ambientes rurais, pois em zonas urbanas tende a sentir-se constantemente em alerta e stressado.

As raças caninas de porte grande, para além de terem muito apetite, carecem de um equilíbrio nutricional incluindo minerais e vitaminas, quando comparado com raças de cães mais pequenas. 

Os Komondors são suscetíveis a terem problemas de estômago e sensação de gás abdominal; refeições mais pequenas e mais frequentes podem ajudar a minimizar este risco.

Não é por acaso que são chamados de “cães esfregona”! O pelo do Komondor é composto por uma camada superior áspera e uma camada inferior mais suave. Ambas se entrelaçam para formar cordões, que podem crescer até ao nível do chão se não forem aparados.

É essencial verificar o pelo do cão depois de cada passeio, pois ele tende a arrastar folhas, ramos e outros detritos pelo caminho!

O pelo nunca deve ser escovado. Em vez disso, os cordões devem ser mantidos separando manualmente os novos crescimentos de pelo, a partir da pele, a cada dois meses. Os novos donos devem aprender esta técnica com o criador ou com um especialista na raça.

A manutenção dos cordões é um trabalho que requer tempo e dedicação e não pode ser negligenciada, pois caso contrário os cordões irão unir-se, formando nós densos e difíceis de remover. Além disso, poucos groomers estão preparados ou dispostos a tratar deste tipo de pelo, pelo que será algo que terá de aprender a fazer.

O Komondor não é um cão fácil de treinar!

Devido à sua história, esta raça foi selecionada durante gerações para ser naturalmente desconfiada de estranhos e para reagir com agressividade contra qualquer animal (incluindo humanos) que represente uma ameaça percebida. Assim, é fundamental um controlo cuidadoso para evitar erros de julgamento que possam levar a situações problemáticas.

O treino do Komondor deve basear-se em reforço positivo, paciência e consistência, mas este não é um cão que goste de treinar apenas pelo prazer da aprendizagem ou para receber um simples petisco.
 

O Komondor adapta-se melhor a famílias que vivem em zonas rurais, com espaço seguro, poucas visitas regulares e tempo e dedicação para cuidar do pelo, do treino e do exercício físico do cão.

Se viver como cão de família, recomenda-se que conviva com adolescentes experientes com cães, pois o pelo denso e cordado dificulta a leitura da linguagem corporal do cão e a sua personalidade não é a mais tolerante ao comportamento típico de crianças pequenas.

Ainda que muitas raças sejam conhecidas por serem boas com crianças, é essencial ensinar tanto os cães como as crianças a respeitar-se mutuamente. Nenhuma criança deve ficar sozinha com um cão sem supervisão de um adulto.

Sabia Que?

Um Komondor a saltar impressionantemente uma barreira aparece na capa do álbum Odelay (1996) do artista americano Beck.

Os cordões do Komondor demoram cinco anos a atingir o comprimento total, e um cão com pelo totalmente desenvolvido pode demorar 24 horas a secar completamente após um banho!

FAQ

Os Komondor largam pelo?

Apesar de poderem perder um cordão inteiro ocasionalmente, os Komondor não soltam pelo da mesma forma que outras raças. Por essa razão, algumas pessoas com alergias a cães podem tolerar esta raça. No entanto, é essencial manter os cordões bem cuidados para evitar nós e acumulação de sujidade.

Os Komondor são hipoalergénicos?

Embora não larguem pelo de forma significativa, o seu manto pode prender partículas de pele morta (caspa) e outros alérgenos. Por isso, não podem ser considerados totalmente cães hipoalergénicos.

Os Komondor conseguem ver?

Sim, os Komondor têm uma excelente visão. Embora o pelo seja comprido, normalmente não afeta a sua visão. No entanto, se os cordões à volta dos olhos dificultarem a visibilidade, podem ser ligeiramente aparados para melhorar o campo de visão do cão.

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